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[artigo]
Para Pierre de Montaut, arquitecto da cadeia de cinemas CINEAC na década de 1930, “cinema era um espectáculo em lata”, relacionando as caixas das bobines com o consumo em massa. Os cinemas foram um programa arquitectónico paradigmático do Movimento Moderno: um edifício para uma máquina. O cinema era um programa arquitectónico inovador, que não tinha precedentes ou cânones estabelecidos. Esta foi a maior contribuição do projecto dos cinemas para o desenvolvimento da arquitetura do século XX: abriu um campo de criatividade que deu aos arquitetos a liberdade de experimentar novos recursos e inspirar-se nas influências mais fora do comum, incluindo dos próprios filmes. Este ensaio, publicado em francês, resume a importância da arquitectura dos cinemas e os processos de reconversão a que foram sujeitos.



